Resultados do crédito sustentável
Ações de sustentabilidade do Banco Santander estimulam seus clientes a se tornarem mais competitivos e a terem boa saúde financeira 20/09/2012 05:47
» Sandro Marques, Santander

Sabemos que o crédito sustentável é aquele adequado à necessidade de um cliente, seja ele pessoa física ou jurídica. Para uma empresa, é o crédito que a torna mais competitiva, o que significa, por exemplo, se adequar à questões sociais, ambientais e de legislação que estão sendo exigidas. Para pessoa física, ele é o crédito que contribui para a saúde financeira do consumidor, que o ajuda a conquistar, de maneira segura, aquilo que é um sonho ou um objetivo, sem que isso o impeça de cuidar das questões do dia a dia. Partindo desse ponto de vista o Banco Santander vem há alguns anos direcionando seu foco para as ações sustentáveis. "O Santander parte de uma premissa que é absolutamente importante, de que só vale à pena fazer sustentabilidade se ela não for feita de maneira periférica, mas, se for feita a partir do que é a essência do nosso negócio", evidencia Sandro Marques, superintendente de Desenvolvimento Sustentável do Santander.

Tais iniciativas não são restritas apenas aos bancos. De acordo com o executivo, existem diversas maneiras para empresas de crédito e cobrança e também de outros segmentos aderirem às ações sustentáveis. "Por exemplo, se eu me preocupar com a minha mobília, com a origem da madeira que eu uso nos móveis, se é de origem certificada, eu, como banco, posso me preocupar, assim como, uma editora ou uma padaria também podem se preocupar. Essa é uma preocupação ligada à sustentabilidade que é universal. Por outro lado, existem questões que são ligadas à essência de um negócio", ilustra.

Historicamente, os bancos olhavam apenas a saúde financeira do cliente e, a partir de então, analisavam a condição de conceder ou não o crédito. Hoje, os processos de análise mudaram. No Santander, por exemplo, pratica-se a sustentabilidade desde a análise de crédito que é feita para determinadas empresas, afirma o superintendente. "Temos um prática chamada ´prática de risco sócio ambiental´, que analisa não somente a saúde financeira da empresa, mas como ela está em termos de comportamento ou de práticas sociais e ambientais. É uma maneira de se fazer sustentabilidade a partir da própria essência. A outra é ao buscar cumprir metas, que é normal, qualquer empresa tem, mas fazer isso buscando atender questões importantes e relevantes para o desenvolvimento e competitividade das empresas. Quando um gerente do Santander chega a um cliente em uma pequena fábrica de alimentos, por exemplo, ele tem a capacidade de perceber quais são as questões sustentáveis para aquele nicho de mercado, e pergunta pra esse cliente: estou vendo que você tem freezer, como estão as condições de uso do seu freezer? Há quanto tempo você não o troca? Será que não vale a pena trocar, já que você vai comprar produtos mais eficientes do ponto de vista energético? O gerente está fazendo o trabalho do dia a dia dele, esta cumprindo suas metas, só que, provocando um impacto em termos de sustentabilidade da empresa cliente. Entendemos que isso é fazer sustentabilidade e não fazer em prol da sustentabilidade, como se a sustentabilidade fosse algo externo. Não, é fazer sustentabilidade de acordo com os negócios do dia a dia da empresa", enfatiza.

Como consequência, os melhores resultados - reconhecimento do mercado, menores riscos e funcionários orgulhosos por trabalhar em uma empresa engajada com o desenvolvimento do País. "Uma coisa muito importante é o reconhecimento do mercado do nosso papel como agente de desenvolvimento do País que traz orgulho pra empresa e para os funcionários, porque é um desenvolvimento sobre a ótica do que se considera desenvolvimento hoje. Eu não estou financiando qualquer coisa, mas, financiando empresas para que elas se tornem mais competitivas e não porque cresceram e se tornaram competitivas, mas, porque cresceram e se tornaram competitivas de uma maneira que, visivelmente, estão causando impacto social e ambiental positivo, ou que estão mitigando os seus riscos", justifica.

Segundo Marques, o mercado já reconhece as empresas que são agentes desse tipo de desenvolvimento e comenta que as diversas instâncias da sociedade também começam a cobrar tais iniciativas. "Esse é o maior ganho. Isso mostra o quanto a nossa marca é uma marca ligada às questões contemporâneas da sociedade", reconhece.

Outro fator importante é que, a partir das práticas sustentáveis, se consegue mitigar riscos. "Conseguimos entender de maneira mais profunda quais segmentos do mercado possuem maior ou menor riscos e, inclusive, auxiliar os nossos clientes sobre essa questão. Quando fazemos análise de riscos a gente tem um dado muito interessante. Empresas que desempenham melhor em suas análises socioambientais, normalmente são empresas que têm uma gestão melhor. Ou seja, o empresário já é preocupado com o todo. Não só a gestão, mas como seu desempenho social e ambiental é melhor. Então, as três andam juntas, normalmente", atesta.

Outro resultado positivo decorrente do enfoque nas ações de sustentabilidade é a qualidade e comprometimento do capital humano, reconhece Sandro Marques. "Tem ainda, uma terceira coisa que a gente, às vezes, até esquece de comentar, de ter nessa lista de quando perguntam por resultados, que é o engajamento dos funcionários. O quanto os funcionários se sentem mais orgulhosos de trabalhar em uma empresa que esta realmente causando esse impacto positivo", complementa e conclui.

Matérias Relacionadas

Compartilhe

Twitter Facebook Linkedin
Mais Lidas
  • TVip »
Total de vídeos: »
http://www.portalcreditoecobranca.com.br