Limpar o nome é o que motiva quitar dívidas
Pesquisa aponta também que perda do emprego é o principal motivo para deixar de pagar 07/02/2018 01:06
» Jefferson Frauches Viana
Estudo realizado pelo Instituto Geoc, no final do ano passado, em todas as regiões do país, em parceria com a Cantarino Brasileiro, revelou os motivos do brasileiro para quitar dívidas. Em primeiro lugar, com 66%, ficou a opção para limpar o nome e deixar os cadastros de inadimplência, seguindo pela boa vontade do credor (com 20%) e evitar receber ligações de cobrança (19%) foi a terceira citação dos entrevistados para quitar dívidas.

Os pesquisados ainda justificaram, em 15% dos casos, que desejam pagar dívidas para escapar de um processo judicial e em 12% das citações que queriam quitar para poder fazer novas compras e empréstimos. A pesquisa feita com 600 entrevistados ainda constatou que 8% pagam o que devem para restabelecer serviços suspensos e 3% para não perderem um bem, como carro ou casa.

"O percentual de brasileiros que querem limpar o nome é maior nas classes C, D e E e entre os solteiros", conta o conselheiro do Instituto GEOC, Jefferson Frauches Viana. Atualmente o Brasil tem mais de 60 milhões de pessoas inadimplentes. Segundo a pesquisa, 17% devem acima de R$ 5 mil; 17% entre R$ 3 mil e R$ 5 mil; outros 17% entre R$ 1,5 mil e R$ 3 mil; 20% têm dívidas entre R$ 500,00 e R$ 1,5 mil e 12% de até R$ 500,00. Em 17% dos casos, os entrevistados preferiram não revelar o valor devido.

A perda do emprego foi o principal motivo dos entrevistados para deixar de pagar contas com 52% das citações. Um problema inesperado foi citado em 32% dos casos, seguido pelo descontrole nos gastos (11%), aumento de despesas (9%) e novas dívidas pendentes (5%).

No momento da negociação o inadimplente prioriza o desconto na dívida para fechar um acordo em 54% dos casos. Em 22%, eles preferem que o pagamento seja parcelado, já em 14% dos entrevistados que haja uma carência para a quitação. 10% optaram por outros benefícios e alternativas.

"O consumidor parece estar mais consciente e cauteloso", destaca o conselheiro do Instituto GEOC, Jefferson Frauches Viana, já que 77% não pretendem fazer novos empréstimos ou compras a prazo.
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