Quem são os brasileiros endividados?
Estudo traz dados sobre negociação de dívidas e uso do autoatendimento para quitação 26/10/2017 01:50
O cartão de crédito é o principal responsável pelo endividamento do brasileiro. Esta é uma das conclusões da  "Pesquisa Cobrança: Devedores do Brasil - 2017", realizada com 600 internautas endividados de todas as regiões do País, entre os dias 28 de setembro e 5 de outubro. O estudo mostra que 53% das dívidas são de cartões de crédito e 30% de serviços como conta de água, luz e telefone. O número de participantes com contas em atraso relacionadas a crédito pessoal, crédito consignado e financiamento de veículos caíram: Comparando com os dados da pesquisa anterior, realizada em 2015, passou de 43,4% para 26%, de 18,4% para 11%, e 23,4% para 8%, respectivamente. 

O estudo foi feito pela Cantarino Brasileiro, empresa especializada em pesquisas e marketing de relacionamento para o setor financeiro, e pelo  Instituto GEOC, que representa 16 empresas que, juntas, respondem por 25% do mercado de recuperação de crédito do Brasil. 

Marcos Cantarino, diretor da Cantarino Brasileiro, ressalta que os dados trazem contribuições para o setor de Cobrança. "O País passou por um período difícil que deixou um grande número de pessoas desempregadas e, consequentemente, inadimplentes. Os dados da pesquisa demonstram isso e vão além, oferecendo às instituições a compreensão do perfil de brasileiros endividados e qual é a melhor forma de abordá-los na hora de fazer uma cobrança."

Dívidas, pagamento e negociação

O desemprego é o principal motivo para não pagar as contas em dia e foi apontado por 52% dos entrevistados - um aumento de 10 pontos percentuais se comparado com 2015. Já os participantes que não quitam as dívidas por descontrole de gastos, diminuíram de 16,5% para 11%. A maior parte dos entrevistados tem até três dívidas e o valor total está abaixo dos três mil reais. 

Comparando a pesquisa atual com a de 2015, também houve um aumento na prioridade do pagamento de contas de consumo (como água, luz e telefone), que subiu de 29,9%, em 2015, para 41% este ano, bem como do aluguel ou prestação da casa própria, que subiu de 14.4% para 21%. O contrário ocorreu com cartão de crédito, que era 27% e caiu para 20%; e prestação de carro, que passou de 8% para 3%.

De acordo com Marcos Cantarino, fatores adversos influenciaram o não pagamento das contas e muitos dos entrevistados gostariam de quitar suas dívidas. "Nós perguntamos aos internautas se eles gostariam de contrair novos empréstimos ou realizar novas compras de longo prazo, nos próximos três meses, e 77% responderam que não. Assim, vemos que a maioria tem interesse em não fazer mais dívidas e em pagar as atuais, mas, para isso, eles querem que as empresas ofereçam facilidades na hora da negociação, como um desconto ou a possibilidade de parcelar em muitas vezes."

O acordo por meio de canais de autoatendimento foi concluído por 1/3 dos entrevistados, sendo que 42% gostariam de ter essa experiência. "A avaliação do autoatendimento foi bastante positiva, sendo que 58% estão satisfeitos. Esta modalidade foi apontada como prática, com apresentação de todas as possibilidades de negociação e permite, ainda, uma maior privacidade para decidir. Apenas 18% tiveram dificuldade em fazer acordo por esse meio", conclui Marcos Cantarino.
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